domingo, 5 de junho de 2011

Bonito



Algumas das traduções para a palavra bonito, segundo o dicionário são: agradável à vista e ao ouvido, bem feito, considerável, vantajoso, nobre, generoso. O que me faz escrever este texto é exatamente isso. Qual será e melhor definição para bonito!? Sempre que pensamos em "bonito", visualizamos imagens! Mas não basta ser visualmente bonito. Não para mim!

Nossa, como ele é bonito! Cabelos curtos e pretos, pele clara, sorriso aberto, mãos grandes, barba por fazer, olhos puxadinhos, nariz expressivo, corpo 'comum', sem músculos definidos, nem magro, nem gordo e perfeito dentro de uma bela calça jeans. Essa é imagem agradável aos meus olhos quando penso em um homem bonito. Mas ser bonito é bem mais que isso! Está lá, no dicionário!

Ser bonito é ser humano. É respeitar os mais velhos e os mais novos, é ser imparcial, tolerante. 
Ser bonito é dar bom dia ao porteiro, um sorriso para o caixa do supermercado, é impressionar pela simplicidade.
Ser bonito é tratar as pessoas com delicadeza, é respeitar as diferenças, é ser sincero em vez de arrogante.

Bonito é apreciar a natureza, é jogar lixo no lixo, é ajudar ao próximo sem esperar nada em troca, é amar a vida e valorizar quem nos trouxe à ela. 
Bonito é não julgar, não ter preconceito, falar a verdade, não enganar. 
Bonito é dar ao próximo a  oportunidade de se justificar, de mostrar o que ele tem de melhor, de ser ele, sem precisar impressionar com o irreal.

Bonito mesmo é ser feliz, é acreditar nas pessoas, é não guardar mágoas e não ofender. 
Bonito é reconhecer os erros e pedir perdão. É se colocar no lugar do outro e se tornar menos intolerante às diferenças. 
Bonito é sonhar e não ter receio dos próprios sonhos e correr atrás deles. É estender uma mão à quem precisa. É dar ouvidos à quem nos dirige a palavra.

Bonito é amar e não ter vergonha de amar, é respeitar quem nos ama, mesmo que a intensidade do nosso amor, não seja a mesma.
Bonito é não criar conceitos baseados na opinião dos outros. É acreditar em um mundo melhor, em pessoas melhores, é ser capaz de ver além da imagem.
Bonito é dar aos outros a oportunidade de nos mostrar o quanto eles são bonitos!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Batom


Eu quero mais...
Eu posso mais...
Eu diria até que toda mulher pode!
Diria ainda que a força da mulher é tão incrível que parece fantasiosa.
E nem nós mesmas acreditamos nela.
É impressionante como conseguimos pensar tão bem e agir tão mal.
Como somos fortes, determinadas e independentes e parecemos crianças mimadas quando queremos alguma coisa.
Achamos que estamos sempre prontas para enfrentar qualquer situação e quando assustamos estamos aos suspiros, acreditando que o Príncipe Encantado vai aparecer em seu lindo cavalo branco.
Somos capazes de usar várias armas para conquistá-lo.
Mas cada mulher tem seu mistério!
Fortalecemo-nos em detalhes
E enfraquecemo-nos por ansiedade
A mulher se torna fatal com um olhar
E se desmonta com uma palavra
A mulher ousa com um BATOM vermelho
E se acalma quando ‘ele’ atrai
E fica cega quando ‘ele’ seduz
E se derrete quando ‘ele’ se desfaz
E se alegra quando ‘ele’ encanta
E fica boba quando ‘ele’ aproxima
...e anseia pela ‘sua’ volta
...e sonha, mais uma vez com seu príncipe!
E começa tudo de novo!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mulheres pensam! E...



Quando são crianças pensam que são adultas e quando são adultas, muitas vezes voltam a ser crianças... Querem colo, atenção e carinho. Querem ser observadas e querem escutar que são importantes. Fazem de tudo pra chamar a atenção. “A alma feminina é muito complicada”, é o que ouvimos, mas isso não é verdade, ela só é pouco esclarecida. E agora, que estão prestes a dominar o mundo, muitas vezes ficam perdidas e sabe de quem é a culpa? Sim... isso mesmo! Das mulheres. Nós não conseguimos esclarecer as coisas. Sabe que nessa hora até que seria bom ter um pouco da ‘simplicidade’ do pensamento masculino? Bem, vou tentar explicar:

Lutamos pela independência feminina, o que é diferente de lutar para igualar aos homens, mesmo porque, isso é humanamente impossível. Os homens continuam sendo fisicamente mais fortes e isso é fato. E a revolta por termos evoluído como mentes inteligentes incomoda tanto, que as gentilezas masculinas se extinguiram. E a correria do dia a dia é tão grande que é mais prático e rápido carregarmos uma cadeira pesada, mesmo sabendo que isso pode nos render semanas de dores musculares, do que explicar que trabalho e ganho meu dinheiro, talvez mais do que você, mas ainda sou mulher e não tenho forças para carregar tamanho peso e ainda escutar: “mas vocês não lutaram pela igualdade?”... Aff...

Tudo bem que é realmente difícil entender como uma mulher pode ser forte para encarar um problema no trabalho, discutir um projeto, tomar decisões assertivas e ao mesmo tempo chorar porque um colega falou mais alto ou porque conseguiu, ou não, realizar uma venda que tanto desejava. É quase impossível acreditar que a mesma mulher que dirige seu carro ao mesmo tempo em que houve sua música preferida, fala ao telefone e retoca sua maquiagem é capaz de esquecer onde está quando recebe um elogio ou uma flor.

E se é difícil para vocês, homens, entenderem essas mudanças, imagine como isso é pra gente? Não é fácil querer ser mulher e não ser vista como uma. E ainda tem aquelas que se rebelaram e perderam a noção do que é ser independente e vulgarizaram a feminilidade ao ponto de fazer com que pareça que os nossos valores de mulher mudaram. E neste ponto, eu entendo os homens. Como confiar nas mulheres? E imaginem, desde sempre os homens sentam nos bares para tomar uma cervejinha e falar de mulher e se hoje, nós mulheres sentamos no bar com as amiga para tomar uma cerveja eles concluem, baseado em suas experiências que estamos falando de homens. Algumas sim, mas as mulheres que ainda valem a pena, podem acreditar, não são tão fúteis. E por isso deixo a minha dica: tentem!

A grande maioria das mulheres que conheço é independente. E a melhor maneira de descobrir se ‘ela’ vale ou não a pena, é tentando. O medo é uma constante tão grande, que os homens não se permitem aproximar, ou melhor, conviver, conhecer... E sabe qual é a maior diferença entre a mulher independente e moderna de uma mulher vulgar? A inteligência! Não a intelectual e sim a emocional. E isso, com um pouco de diálogo é muito fácil de perceber. A mulher de verdade não perde tempo com futilidades. Elas querem ser sensuais e não vulgares, querem sair, divertir, conhecer pessoas e não usar pessoas. Elas sabem o que querem! Se não estão interessadas, não atendem ao telefone, ou são capazes de dizer não quando o pedem. Valorizam o respeito. E estão sempre preparadas para um não, mas nunca para um ‘talvez’.

E eu, mulher independente, mas capaz de ser sensível e às vezes insegura, confesso: Não queria estar na pele dos homens. É difícil desvendar os segredos femininos, principalmente segredos que inclusive nós mesmas não conhecemos.

Ser mulher é fascinante!

domingo, 8 de maio de 2011

Calça Jeans



Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras... e eu concordo! 
Existem homens que ficam impecáveis dentro de uma bela calça jeans! 
Pensando nisso lembro de uma imagem única e inesquecível. 
Ficou na memória e por mais que eu tente não consigo transformar tal imagem em palavras. 

Era lindo! 

A calça jeans traduz a personalidade de um homem.
Ela fala de ousadia, de timidez, de inteligência, de arrogância, de orgulho, de sensualidade...

Aprecio o jeans escuro, simples, básico. Demonstram segurança e sinceridade.
Em homenagem a algumas amigas, nomeamos a calça Paôlo. São aquelas que ficam bem caídas, que têm muitos bolsos e botões, algumas têm a estampa de um dragão em uma das pernas. Estas, não deviam existir... e prefiro não as traduzir...
Gosto da ousadia de uma saruel... Poucos a têm, mais que isso, poucos podem tê-la.
Não gosto das calças largas ou de cores opacas. Traduzem timidez e insegurança.
As apertadas, como as de cantores de música sertaneja, remetem ao erotismo. Não me 'comovem'.
Mas é 'aquela' certa, nem larga, nem justa, jeans macio, cintura baixa, barra reta...
Ah! Essa imagem não sai da minha cabeça!
Uma mistura perfeita de inteligência e sensualidade com uma pitadinha de arrogância, que me surpreendem. Sempre...

Admiro quem sabe usar a famosa calça jeans!
Parece simples, mas não é!
É mágico!
É bonito!
E é inesquecível!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Jogo de sedução


Eu não gosto do tal “jogo de sedução”. 
Não acho justo fingir surpresa ao receber um telefonema e acho ridículo receber uma mensagem e ‘esperar’ para responder só pra outra pessoa achar que não é tão importante assim e ter o gostinho de pensar: “deve estar numa ‘baita’ ansiedade, achando que eu não vou responder”. 
É péssimo saber que as pessoas pensam que fazendo 'mal' as outras estão as aproximando.
Isso não é legal! Ou é!?
Confesso. Já fiz isso. Nunca deu certo! 
As pessoas têm resistência em se entregar e em ser sinceras em relação ao que sentem. 
E quando penso nesse jogo, não consigo encontrar nenhum fundamento.

Veja bem; faz sentido passar uma semana inteira aguardando um telefonema, se você pode simplesmente pegar o telefone e ligar? Se a pessoa não estiver interessada, ela não vai atender, ou vai arrumar uma desculpa para desligar logo e depois disso, meu bem, desista. Não tem tempo ou atitude que faça o sujeito ou a 'sujeita' mudar de idéia.

Tenho uma teoria, desenvolvida em conjunto com uma grande amiga, que diz o seguinte: "Quem quer, quer. Quem não quer, não quer".
Reflitam... Se o outro estiver interessado, ele vai gostar quando você ligar, ou vai receber sua mensagem e respondê-la rapidamente, porque também está ansioso por um novo encontro.

É lógico!

Ninguém vai te procurar se não tiver interessado. Você perderia o seu tempo com uma pessoa que não te interessa? Portanto, fica a dica, se quiser ligar, ligue e terá uma resposta, positiva ou negativa, mas não perderá um dia, uma semana, um mês ou quem sabe uma vida inteira de ansiedade. Se receber uma mensagem, responda e responda rápido, não perca tempo, afinal, é difícil ser feliz. E é difícil encontrar alguém sincero, que seja capaz de falar o que realmente sente.

Os riscos:
Quem faz o maldito jogo de sedução, pode perder uma grande oportunidade por ter ‘deixado para depois’.
Quem entra nele, normalmente mostra seu ‘outro lado’, que normalmente não é seu lado mais bonito.
Quem opta por ser sincero e expressar o que quer e sente, pode 'quebrar a cara'. Mas se você é essa pessoa sincera e segura do que quer, pode ter certeza, sempre terá um ombro pra chorar e um amigo pra catar os seus cacos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

As nuvens do Rio de Janeiro


Sabe aquele sol que aparece em um único pedaço de céu azul e cercado por nuvens cinzentas?! Essa foi a recepção que tive quando cheguei a Cidade Maravilhosa. Parecia que o sol queria brilhar, mas as nuvens insistiam em encobrir todo o céu. Raramente o vi. O clima era estranho. Nem quente nem frio... simplesmente morno! E as nuvens estavam sempre lá, embaçando tudo e transformando aquele que era um grande sonho em uma realidade deprimente. Não que o “RIO” seja triste, mas acho que o céu estava de mal do sol.

De um lado “Ele” estava lá, de frente pra mim, de braços abertos... sempre abertos! Nunca se fechavam no conforto de um abraço. Por vezes desejei receber aquele abraço, sentir o aconchego que fui buscar, mas ele estava ali, imóvel e na maioria das vezes escondido atrás das nuvens. Do outro lado, o porto! Embarcações que chegavam e saíam mudas e que não me trouxeram nada e não levaram nada de mim. Por algumas vezes a luz do sol iluminavas as águas, mas não chegava a lugar algum. Talvez o sol não se permitisse iluminar o que pra ele não era belo.



Cheguei a pensar que não era pra eu estar ali. As vezes ainda penso. A parte positiva e otimista de mim acredita que na verdade o “RIO” é quem precisava de mim ou talvez um pouco mais que isso. Acho que o sol do “RIO” precisava da minha luz para se fortalecer. A outra parte de mim, não tão otimista, acredita que eu simplesmente tinha que conhecer a outra imagem do “RIO”. Uma imagem cinzenta, triste, fria... pobre. A parte que fez com que eu percebesse que nem sempre a vida está aberta pra mim.



O que eu trouxe do “RIO”? Coragem, sabedoria, fé, lucidez e a eterna certeza de saber que nem sempre a vida é o reflexo do que acreditamos. E a vontade de voltar e encontrar a luz que semeei por lá e ver que é possível ver o sol brilhar por ali.



O que deixei por lá?! Paz... por acreditar que mesmo que o “RIO” tenha chovido em mim, irradiei o máximo de luz que pude para deixar uma boa imagem da ‘Mineirinha’ feliz que sou!



Fui ao “RIO” pra esquecer de mim, mas na verdade o que consegui, foi me esquecer desse “RIO”.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meus olhares


Por onde andei, encontrei olhares que variaram de bondade, amor e sinceridade à maldade, cinismo, hostilidade e crueldade. Encontrei vozes que soavam com brandura e outras que gritavam com rispidez. Percebi muitas faces tristes, muitas felizes e outras serenas. Convivi com lágrimas e sorrisos.

Por onde andei, encontrei amigos e pessoas que não foram capazes de se dedicar à amizade. Alguns que simplesmente amam por natureza e outros que trazem em sua alma ressentimento e mágoa e não são capazes de amar nem a si próprios. Ainda tive a chance de conhecer muito de alguns em pouquíssimo tempo e pouco de outros em anos de convivência.

Soube ser paciente, mas muitas vezes explosiva e impulsiva. Pedi todos os ‘perdões’ que julguei necessário, e aos que não julguei importante, peço perdão por não reconhecê-los. Tive encontros e desencontros. Esperei muito de muitos e tive muito de poucos. Doei parte da minha riqueza aos ‘desencontrados’ e recebi em troca sorrisos inesperados. Quis ser eu e sou apenas o que me tornei.

Cresci... e ao ver meus olhares nas imagens que me retratam, percebi que o resultado dos anos vividos me dão força para viver quantos mais forem necessários. Sei que alguns de meus sorrisos não foram tão sinceros e que muitas de minhas lágrimas foram exageradas e sei o que me trouxe até aqui.

Acreditar nas pessoas.
Amar, mesmo sem ser amada.
Ousar, sem medo de viver.
Sem medo de sofrer.
E sem medo de ser feliz!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ainda tenho tempo


Percebi que as características que mais gosto em mim estão guardadas. Sou menos dedicada às coisas que me fazem bem, como dançar e jogar buraco. Por muito tempo afirmei que estas duas coisas são capazes de me desligar do mundo. Será este o motivo do meu cansaço excessivo? Possivelmente tenho me dedicado a outras coisas em momentos que podia dedicar a mim. E não é só isso. Passear, andar por aí... Sentar num banco da Praça da Liberdade e escutar o barulho da água na fonte, ou passar uma hora inteira na orla da Lagoa da Pampulha observando a maravilha da natureza, mesmo que meio destruída pelo homem ou, simplesmente, tirar um dia da semana pra visitar um amigo que não vejo há um tempo e ir ao cinema...

Sinto saudade de quando eu ia ao clube e passava o dia tomando sol e conversando com os amigos e que eu achava que alguns quilos a mais ou aquelas gordurinhas laterais não eram tão importantes ao ponto de me envergonhar. Sinto saudade dos valores que desapareceram em tão pouco tempo, dando lugar a outros, não menos importantes, mas que tiraram de mim alguns belos sorrisos.

Então, fica como meta para a vida. Quero dançar até as pernas doerem e virar algumas noites jogando cartas com pessoas presentes e não de frente para um computador. Visitar mais amigos e ter mais contato com a natureza e principalmente com a água. Quero recuperar os sorrisos que perdi e dá-los de presente a quem precise mais que eu.
Acalmar meu coração e mente.
E voltar a ser o humano que construí antes que ele desapareça.
E me contentar com o que o mundo me deu de melhor e que está guardado em algum lugar.
E eu sei onde está, porque isso é meu e só eu pude guardar...
E só eu posso resgatar...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Culpa


Sinto-me culpada por ter deixado você invadir a minha vida e minha alma.
Por ter permitido que você tomasse conta dos meus pensamentos e das minhas ilusões.
Por não aceitar que, mesmo tão frágil, represente algo tão forte em mim.

Culpada por te desejar todos os dias e por não conseguir imaginar meus dias sem você ou sem sua voz.
Por amar suas mãos, seu olhar, seu sorriso, seu beijo, seu cheiro...
Por acreditar que na maioria das vezes posso ser mais forte que você.
Por achar que pra você é mais difícil que pra mim.

Me culpo por desejar que você me deseje.
Por querer tomar conta dos seus pensamentos.
E não admitir que você possa ter uma vida mais feliz longe de mim.
E essa culpa, que me domina cada dia mais, me cega.
E não me deixa ver que às vezes a culpa seja sua.
E que os seus poucos anos, não são poucos a ponto de saber o que quer, ou não quer.

E que talvez, essa culpa não se chame culpa e sim... paixão!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Duplo sentido


Não adianta ficar reclamando dos tombos. 
Eles aconteceram e eu estou de pé. 
Um pouco machucada e com algumas cicatrizes, 
mas seguindo em frente. 
Diminuí a intensidade dos meus passos, 
mas ainda não aprendi a olhar por onde piso. 
Falta-me humildade. 
A necessidade de andar de cabeça erguida 
não me deixa observar o lugar certo de colocar meus pés. 
Por isso escorrego em lamas, 
chuto lixeiras e tropeço em barreiras. 
Quero me aproximar das nuvens, 
quero viver o mundo dos meus sonhos 
e isso me afasta do chão, 
e os tombos são mais altos e mais intensos... 
quero flutuar!

Parei de chorar! 
Ainda não entendi se me acostumei com as quedas, 
mas elas doem menos 
ou o fato de aceitá-las tomou conta da vida, 
mas me parece normal cair como é normal dormir e acordar. 
Talvez não saiba o que é conforto, 
por isso ele parece não existir. 
Excede-me o orgulho. 
Não me permito trocar os sorrisos pelas lágrimas... 
quero gritar!

Torno-me cada dia mais ingênua e confiante. 
Acredito nas pessoas, mas o peso do meu coração, 
hora cheio de decepções, 
hora cheio de esperanças, 
sempre me leva ao chão. 
Consigo ser ingênua a ponto de me enganar com minhas ilusões e esperanças. 
No fim, já não sei se é ilusão ou autodefesa. 
Não sei no que acredito ou não, 
no que quero ou não acreditar. 
Causa-me dor. 
Parece que “cresço pra trás”... 
quero acreditar!

E por fim, amo o AMOR cada dia mais. 
Porque esse eu posso dar sem receber. 
Não preciso comprá-lo ou ganhá-lo. 
Posso apenas fortalecê-lo através da fé. 
É gratuito e não me engana. 
Não me faz sentir pior, ou melhor, que ninguém. 
Não se alimenta de vaidade. 
É puro, verdadeiro, sincero. 
Não é conveniente. 
Não mente. 
Não se aproveita das minhas fraquezas. 
O amor é o melhor que tenho em mim. 
É o que me permite perdoar e aceitar tudo. 
É cicatrizante. E é ele que não me deixa desistir nunca. 
De nada... 
quero viver!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ser Cláudia Otoni


Ser Cláudia Otoni é como renascer a cada dia

É reunir todas as características de mulher com a saudade de ser criança

É acredita num mundo melhor

É ter fé para alcançar o sucesso pessoal

É aceitar as diferenças, e respeitá-las

É não desistir dos sonhos e objetivos

É experimentar o que é novo e manter o que é velho

É desejar ter um amor e ter paciência de esperá-lo

É progredir junto com o mundo sem perder a personalidade e caráter

É saber formar a própria opinião sobre as pessoas independente do que ouve falar sobre elas

Ser Cláudia Otoni é ser amiga

É fazer caridade

É chorar

É ser vulnerável e crítica


É ser feliz


É beber absolut

É contribuir com a natureza

É ser única

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ajuda-me, PAI!


Porque é sempre assim...
Quando eu penso que encontrei alguém pra cuidar de mim, 
a vida trata logo de me passar à perna 
e mostrar que é sempre o outro que precisa de cuidados.
O que será que “ela” quer me mostrar com isso?
Um dia, ouvi a seguinte frase:
“Não se preocupe em ser feliz, 
alimente-se apenas de fazer o outro feliz”.
Então esta é a minha sina...
E este é o significado da minha existência...
Será que esta sorte não me permite precisar de cuidados?
Tudo bem, eu gosto de cuidar 
e é este magnetismo que existe em mim 
que atrai as pessoas que precisam de cuidado.
Obrigada Senhor pelo DOM, 
mas o Senhor poderia então cuidar de mim 
e tirar este aperto do meu coração!?
Peço com todo o amor e fé que existem em mim.
Peço porque esta agonia me impede de doar mais do que estou doando.
Quero poder sorrir sinceramente 
e me dedicar à ‘cura’ do próximo.
Farei de qualquer maneira, 
mas esta dor que me invade tem me atormentado.
Quero dormir, quero descansar, 
quero me desligar por 10 minutos.
Estou sem energias.
Preciso recuperá-las.
Ajuda-me, PAI!

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Alívio


Eu queria entender e explicar os sentimentos que me movem. 
Queria entender e explicar os sentimentos que movem os que me rodeiam. 
É impressionante como posso ser tão forte e tão vulnerável. 
Sou capaz de ajudar, abraçar quem precisa de carinho, amar fraternalmente, não desejar mal a quem o tenha feito a mim, sorrir sempre. 
E sou capaz de desmoronar com uma maldade, sofrer com uma decepção, 
me frustrar por não atenderem as minhas expectativas, 
gritar quando preciso de atenção e carinho. 
É uma mistura de fortaleza e fragilidade. 

Eu queria entender quem consegue ser apenas um deles.

Nas estradas que percorri, 

encontrei muita gente boa e muita gente má. 
Perdi minha fé, encontrei-a novamente e renovei-me. 
Sonhei com o impossível, amei o inevitável. 

Desiludi, perdi esperanças, adquiri força, segui em frente e cheguei aqui.

Criei barreiras emocionais, 

não me permiti apaixonar ou amar, 
me escondi atrás de um muro que só eu percebia sua existência. 
Calei-me quando precisava falar. 
Falei quando precisava calar. 
Deixei a vida me levar, sem perceber pra onde ia. 
Como se fosse o rio correndo pro mar. 
Deixei de acreditar que existem pessoas boas 
e passei a crer que todos sempre tinham um interesse. 
A pureza de sentimentos passou a ser coisa do passado. 

Preferi prevenir e vivi na defensiva.

Falei de amor, não o que eu recebia, 

mas o que eu queria receber. 
Falei de dor, a que eu sentia e não a que eu fazia que sentissem. 
Fechei os olhos e o coração, por medo, insegurança, orgulho, vaidade 
ou simplesmente para seguir o caminho mais fácil. 

Abri mão de muitas coisas... e pessoas.

Mudei?! 

Da noite para o dia. 
De repente passei acreditar 
que ainda existem pessoas boas e que tenham “bom coração”, 
ou que tenha vivido experiência suficiente para aprender a ter respeito ao próximo. 
Conhecer pessoas que tenham as mesmas idéias e valores, 
me fazem acreditar que há esperança... 
Que ainda posso sonhar... 
Que ainda posso viver o amor, 
mas não o amor em sua simplicidade. 
O amor que eu acredito. 
O amor que eu construo. 
O amor que eu quero dar e receber.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Escrever, escrever, escrever...


Ainda que tenha dúvida de qual assunto mais me fascina 
e do que realmente me emociona, 
definitivamente não me canso de escrever. 
É como se tivesse alimentando após um longo dia sem comer 
e consumindo muita energia. 
Não me importa o meu estado de espírito 
e muito menos os acontecimentos do dia. 
Esta é a primeira vez que escrevo sem rascunho. 
Simples assim! 
Entrei aqui e tive vontade de escrever. 
O que sinto hoje não importa. 
Talvez ao ler este texto depois, 
não consiga me lembrar o que se passava em minha mente e coração 
no momento de sua redação. 
De repente as palavras saem, 
sem pensar em nada, 
sem lembrar da noite perfeita de sexta-feira, 
ou do fim de semana com a família. 
Sem pensar em amores e amigos, 
sem destinar minhas palavras a alguém mesmo que fictício, 
como já fiz várias vezes. 
Escrevo pra mim porque estou com fome de palavras. 
Escrevo para libertar os meus dedos ao tocarem o teclado. 
Talvez volte atrás e faça uma breve verificação ortográfica, 
talvez não. 
Não quero insinuar nada a ninguém, 
não quero falar de flores e cheiros. 
Quero apenas palavras, 
libertação, 
GRITOS. 
Quero me alimentar, 
mas alimentar pouco para que amanhã volte a escrever 
e depois escrever mais. 
Quero escrever 1000 vezes mais do que leio. 
Enfim, quero a paz que a redação me traz. 
Quero dormir com a sensação de ter deixado mais alguma coisa de mim por aqui. 
E quero sonhar com novas palavras; 
e escrever enquanto durmo; 
e sonhar enquanto escrevo. 
Quero amar cada letra, 
cada palavra, 
cada frase, 
assim como amo tudo nessa vida. 
Até mesmo as minhas decepções. 
Assim como amo matemática. 
Mas talvez mais do que amo a mim! 
Agora, quero dormir!

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Aceitável loucura



“Você é a pessoa mais alto-astral que conheço!”
Essa é a minha inspiração de hoje. 
Adoro quando me dizem isso.
Às vezes confundem com loucura 
ou dizem que falta um parafuso, estas coisas... 
Não sei se é porque aonde chego aumenta o barulho 
ou no silêncio balanço os braços, 
danço e fico rindo sozinha. 
Talvez seja porque a minha voz é mais alta 
ou ainda porque “converso pelas pernas”. 
Alguns devem acreditar que minhas “mancadas” 
são provenientes de alguma pancada na cabeça, 
outros devem pensar que é de propósito 
com a pura intenção de “aparecer”. 
Bem, eu não sei então acho que ninguém vai saber né!? 
Tudo bem, eu falo sozinha sim, 
mas também falo com desconhecidos 
e confesso que vejo e sinto “coisas”.

Ah! Aprendi que as pessoas não são iguais 
e desde que aprendi isso decidi não tratá-las assim. 
É porque antes dizia que todo mundo era igual 
e que por isso tinha que tratá-los da mesma maneira, 
mas não é assim. 
Na verdade só percebi que mesmo sendo diferentes 
não são melhores ou piores, 
então trato cada um como deve ser tratado e pronto. 
Evito desamores e grosserias. 
Mas sou sincera e direta.

Outra coisa legal; tenho defeitos... vários! 
Daqueles que julgo tão horríveis 
que me pergunto por que as pessoas gostam de mim? 
(Nestes momentos, também acho que bati a cabeça) 
porque se eu acho que as pessoas são diferentes, 
mas não melhores não deveria me auto-julgar, to certa? 
Acho que isso ta parecendo texto de louco...

Enfim... 
corro no meio do povo, 
cumprimento quem não conheço, 
não sei contar piada, 
morro de rir quando caio, 
mesmo quando me machuco, 
não sei escrever “fraUda”, 
tenho TPM, mas aprendi que TPM nada mais é que Tempo Para Mim 
e com isso descobri porque fico tão péssima. 
Não gosto de ficar comigo, assim, sozinha sabe?! 
Gosto de movimento, 
de barulho, 
de luzes 
e muita gente! 
Gosto de dançar e ser o centro das atenções 
e gosto de reconhecer que isso nem sempre é bom. 
Gosto de ouvir as pessoas, seus problemas e casos. 
Não gosto que reclamem da vida 
ou que falem que o mundo vai acabar, 
mas, se for preciso, escuto numa boa. 
Leio romance, 
ouço “músicas ruins” 
e conto isso pra quem vai me criticar só pra ouvir a crítica. 
Coleciono coisinhas na minha mesa de trabalho, 
por isso sou "pedinte".
e sempre ganho presentinhos
Sou cara de pau e adoro ser cupido dos outros. 
Quando tenho problemas, escondo de todo mundo e continuo rindo... 
Isso sim é coisa de louco. 
Gosto de conhecer todo mundo. 
Isso inclui todos os que trabalham comigo, 
os amigos dos meus amigos 
e os amigos dos amigos dos meus amigos.

Será que isso é ser alto astral ou ser louca?
Vejam como quiser, 
quero é fazer bem 
e levar alegria e sorrisos pra tudo que é lado!
E para aqueles que leram a última frase e pensaram 
(vai trabalhar no circo)... 
ou os que leram o texto inteiro e pensaram 
(coitada!!)... 
ou pensaram 
(Eu queria ser assim!)
Que fique claro
isso chama inveja...
E eu... rezo por estes!