segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Simples


Queria ver com simplicidade a essência do seu ser.
Que o silêncio das minhas dores fosse traduzido ainda que em gritos, 
ou gestos e não em sorrisos
O amor é simples... a dor também

Queria que o nó que trago na garganta se transformasse em lágrimas 
e não em euforia.
Que da sensação de fracasso ficasse o conhecimento, sem auto piedade.
A realidade é simples...  os sonhos também

Queria que o meu bom humor fosse na verdade força e não como fuga
Que o brilho dos meus olhos fosse transparente, sem subjetividade
Os sorrisos são simples... as lágrimas também

Queria que minhas palavras fossem ditas com ousadia e verdade 
e não com medo e ressentimento
Que a sinceridade fosse o ponto alto, sem dissimulações
A verdade é simples... a mentira também

Queria que as suas atitudes fossem reais
Que não me visse como forte e sim como mulher
Querer você é simples... tê-lo não

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Feliz... sempre


Vejo flores
Ouço vozes
Sinto o vento
Aqueço-me num abraço

Choro de emoção
Canto desafinado
Pulo de alegria
Perco-me nos sorrisos

Sonho acordada
Desejo incondicionalmente
Falo sem parar
Calo-me num beijo

Amo
Vivo
Sinto
Dou-me

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Inesperado

Ainda sinto o som da sua respiração...
O nosso encontro aconteceu como se tivesse sido previsto, mas sei que não foi assim. Não hoje...
Mesmo que eu tente explicar o motivo das palavras que aqui escrevo sei que não conseguirei ser suficientemente objetiva já que nem eu consigo entender o que se passa no conflito de minha alma, razão e coração. 
O que sei é que volto a ouvir o som do mundo. 
É como se eu conseguisse ouvir todas as coisas, inclusive as que não emitem som.
Ao sentir o descompasso do meu coração, sei que o que acontece em minha vida é uma passagem clara de calmaria para agitação, como os vulcões que se calam por anos e de repente entram em erupção, transbordando toda a sua força e beleza por onde passa.
Não chamo de realização de sonhos, é apenas a minha vontade colocada em prática.

Agora sinto o seu cheiro deixado em meus dedos ao acariciar seu cabelo macio, vejo o brilho dos seus olhos e me lembro, como se eu pudesse me ver, do meu olhar surpreso ao descobrir que você é diferente do que eu imaginava, mesmo dentro da calça jeans que usava.
Seu jeito aparentemente equilibrado e você, visualmente surpreendente!

domingo, 5 de junho de 2011

Bonito



Algumas das traduções para a palavra bonito, segundo o dicionário são: agradável à vista e ao ouvido, bem feito, considerável, vantajoso, nobre, generoso. O que me faz escrever este texto é exatamente isso. Qual será e melhor definição para bonito!? Sempre que pensamos em "bonito", visualizamos imagens! Mas não basta ser visualmente bonito. Não para mim!

Nossa, como ele é bonito! Cabelos curtos e pretos, pele clara, sorriso aberto, mãos grandes, barba por fazer, olhos puxadinhos, nariz expressivo, corpo 'comum', sem músculos definidos, nem magro, nem gordo e perfeito dentro de uma bela calça jeans. Essa é imagem agradável aos meus olhos quando penso em um homem bonito. Mas ser bonito é bem mais que isso! Está lá, no dicionário!

Ser bonito é ser humano. É respeitar os mais velhos e os mais novos, é ser imparcial, tolerante. 
Ser bonito é dar bom dia ao porteiro, um sorriso para o caixa do supermercado, é impressionar pela simplicidade.
Ser bonito é tratar as pessoas com delicadeza, é respeitar as diferenças, é ser sincero em vez de arrogante.

Bonito é apreciar a natureza, é jogar lixo no lixo, é ajudar ao próximo sem esperar nada em troca, é amar a vida e valorizar quem nos trouxe à ela. 
Bonito é não julgar, não ter preconceito, falar a verdade, não enganar. 
Bonito é dar ao próximo a  oportunidade de se justificar, de mostrar o que ele tem de melhor, de ser ele, sem precisar impressionar com o irreal.

Bonito mesmo é ser feliz, é acreditar nas pessoas, é não guardar mágoas e não ofender. 
Bonito é reconhecer os erros e pedir perdão. É se colocar no lugar do outro e se tornar menos intolerante às diferenças. 
Bonito é sonhar e não ter receio dos próprios sonhos e correr atrás deles. É estender uma mão à quem precisa. É dar ouvidos à quem nos dirige a palavra.

Bonito é amar e não ter vergonha de amar, é respeitar quem nos ama, mesmo que a intensidade do nosso amor, não seja a mesma.
Bonito é não criar conceitos baseados na opinião dos outros. É acreditar em um mundo melhor, em pessoas melhores, é ser capaz de ver além da imagem.
Bonito é dar aos outros a oportunidade de nos mostrar o quanto eles são bonitos!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Batom


Eu quero mais...
Eu posso mais...
Eu diria até que toda mulher pode!
Diria ainda que a força da mulher é tão incrível que parece fantasiosa.
E nem nós mesmas acreditamos nela.
É impressionante como conseguimos pensar tão bem e agir tão mal.
Como somos fortes, determinadas e independentes e parecemos crianças mimadas quando queremos alguma coisa.
Achamos que estamos sempre prontas para enfrentar qualquer situação e quando assustamos estamos aos suspiros, acreditando que o Príncipe Encantado vai aparecer em seu lindo cavalo branco.
Somos capazes de usar várias armas para conquistá-lo.
Mas cada mulher tem seu mistério!
Fortalecemo-nos em detalhes
E enfraquecemo-nos por ansiedade
A mulher se torna fatal com um olhar
E se desmonta com uma palavra
A mulher ousa com um BATOM vermelho
E se acalma quando ‘ele’ atrai
E fica cega quando ‘ele’ seduz
E se derrete quando ‘ele’ se desfaz
E se alegra quando ‘ele’ encanta
E fica boba quando ‘ele’ aproxima
...e anseia pela ‘sua’ volta
...e sonha, mais uma vez com seu príncipe!
E começa tudo de novo!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mulheres pensam! E...



Quando são crianças pensam que são adultas e quando são adultas, muitas vezes voltam a ser crianças... Querem colo, atenção e carinho. Querem ser observadas e querem escutar que são importantes. Fazem de tudo pra chamar a atenção. “A alma feminina é muito complicada”, é o que ouvimos, mas isso não é verdade, ela só é pouco esclarecida. E agora, que estão prestes a dominar o mundo, muitas vezes ficam perdidas e sabe de quem é a culpa? Sim... isso mesmo! Das mulheres. Nós não conseguimos esclarecer as coisas. Sabe que nessa hora até que seria bom ter um pouco da ‘simplicidade’ do pensamento masculino? Bem, vou tentar explicar:

Lutamos pela independência feminina, o que é diferente de lutar para igualar aos homens, mesmo porque, isso é humanamente impossível. Os homens continuam sendo fisicamente mais fortes e isso é fato. E a revolta por termos evoluído como mentes inteligentes incomoda tanto, que as gentilezas masculinas se extinguiram. E a correria do dia a dia é tão grande que é mais prático e rápido carregarmos uma cadeira pesada, mesmo sabendo que isso pode nos render semanas de dores musculares, do que explicar que trabalho e ganho meu dinheiro, talvez mais do que você, mas ainda sou mulher e não tenho forças para carregar tamanho peso e ainda escutar: “mas vocês não lutaram pela igualdade?”... Aff...

Tudo bem que é realmente difícil entender como uma mulher pode ser forte para encarar um problema no trabalho, discutir um projeto, tomar decisões assertivas e ao mesmo tempo chorar porque um colega falou mais alto ou porque conseguiu, ou não, realizar uma venda que tanto desejava. É quase impossível acreditar que a mesma mulher que dirige seu carro ao mesmo tempo em que houve sua música preferida, fala ao telefone e retoca sua maquiagem é capaz de esquecer onde está quando recebe um elogio ou uma flor.

E se é difícil para vocês, homens, entenderem essas mudanças, imagine como isso é pra gente? Não é fácil querer ser mulher e não ser vista como uma. E ainda tem aquelas que se rebelaram e perderam a noção do que é ser independente e vulgarizaram a feminilidade ao ponto de fazer com que pareça que os nossos valores de mulher mudaram. E neste ponto, eu entendo os homens. Como confiar nas mulheres? E imaginem, desde sempre os homens sentam nos bares para tomar uma cervejinha e falar de mulher e se hoje, nós mulheres sentamos no bar com as amiga para tomar uma cerveja eles concluem, baseado em suas experiências que estamos falando de homens. Algumas sim, mas as mulheres que ainda valem a pena, podem acreditar, não são tão fúteis. E por isso deixo a minha dica: tentem!

A grande maioria das mulheres que conheço é independente. E a melhor maneira de descobrir se ‘ela’ vale ou não a pena, é tentando. O medo é uma constante tão grande, que os homens não se permitem aproximar, ou melhor, conviver, conhecer... E sabe qual é a maior diferença entre a mulher independente e moderna de uma mulher vulgar? A inteligência! Não a intelectual e sim a emocional. E isso, com um pouco de diálogo é muito fácil de perceber. A mulher de verdade não perde tempo com futilidades. Elas querem ser sensuais e não vulgares, querem sair, divertir, conhecer pessoas e não usar pessoas. Elas sabem o que querem! Se não estão interessadas, não atendem ao telefone, ou são capazes de dizer não quando o pedem. Valorizam o respeito. E estão sempre preparadas para um não, mas nunca para um ‘talvez’.

E eu, mulher independente, mas capaz de ser sensível e às vezes insegura, confesso: Não queria estar na pele dos homens. É difícil desvendar os segredos femininos, principalmente segredos que inclusive nós mesmas não conhecemos.

Ser mulher é fascinante!

domingo, 8 de maio de 2011

Calça Jeans



Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras... e eu concordo! 
Existem homens que ficam impecáveis dentro de uma bela calça jeans! 
Pensando nisso lembro de uma imagem única e inesquecível. 
Ficou na memória e por mais que eu tente não consigo transformar tal imagem em palavras. 

Era lindo! 

A calça jeans traduz a personalidade de um homem.
Ela fala de ousadia, de timidez, de inteligência, de arrogância, de orgulho, de sensualidade...

Aprecio o jeans escuro, simples, básico. Demonstram segurança e sinceridade.
Em homenagem a algumas amigas, nomeamos a calça Paôlo. São aquelas que ficam bem caídas, que têm muitos bolsos e botões, algumas têm a estampa de um dragão em uma das pernas. Estas, não deviam existir... e prefiro não as traduzir...
Gosto da ousadia de uma saruel... Poucos a têm, mais que isso, poucos podem tê-la.
Não gosto das calças largas ou de cores opacas. Traduzem timidez e insegurança.
As apertadas, como as de cantores de música sertaneja, remetem ao erotismo. Não me 'comovem'.
Mas é 'aquela' certa, nem larga, nem justa, jeans macio, cintura baixa, barra reta...
Ah! Essa imagem não sai da minha cabeça!
Uma mistura perfeita de inteligência e sensualidade com uma pitadinha de arrogância, que me surpreendem. Sempre...

Admiro quem sabe usar a famosa calça jeans!
Parece simples, mas não é!
É mágico!
É bonito!
E é inesquecível!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Jogo de sedução


Eu não gosto do tal “jogo de sedução”. 
Não acho justo fingir surpresa ao receber um telefonema e acho ridículo receber uma mensagem e ‘esperar’ para responder só pra outra pessoa achar que não é tão importante assim e ter o gostinho de pensar: “deve estar numa ‘baita’ ansiedade, achando que eu não vou responder”. 
É péssimo saber que as pessoas pensam que fazendo 'mal' as outras estão as aproximando.
Isso não é legal! Ou é!?
Confesso. Já fiz isso. Nunca deu certo! 
As pessoas têm resistência em se entregar e em ser sinceras em relação ao que sentem. 
E quando penso nesse jogo, não consigo encontrar nenhum fundamento.

Veja bem; faz sentido passar uma semana inteira aguardando um telefonema, se você pode simplesmente pegar o telefone e ligar? Se a pessoa não estiver interessada, ela não vai atender, ou vai arrumar uma desculpa para desligar logo e depois disso, meu bem, desista. Não tem tempo ou atitude que faça o sujeito ou a 'sujeita' mudar de idéia.

Tenho uma teoria, desenvolvida em conjunto com uma grande amiga, que diz o seguinte: "Quem quer, quer. Quem não quer, não quer".
Reflitam... Se o outro estiver interessado, ele vai gostar quando você ligar, ou vai receber sua mensagem e respondê-la rapidamente, porque também está ansioso por um novo encontro.

É lógico!

Ninguém vai te procurar se não tiver interessado. Você perderia o seu tempo com uma pessoa que não te interessa? Portanto, fica a dica, se quiser ligar, ligue e terá uma resposta, positiva ou negativa, mas não perderá um dia, uma semana, um mês ou quem sabe uma vida inteira de ansiedade. Se receber uma mensagem, responda e responda rápido, não perca tempo, afinal, é difícil ser feliz. E é difícil encontrar alguém sincero, que seja capaz de falar o que realmente sente.

Os riscos:
Quem faz o maldito jogo de sedução, pode perder uma grande oportunidade por ter ‘deixado para depois’.
Quem entra nele, normalmente mostra seu ‘outro lado’, que normalmente não é seu lado mais bonito.
Quem opta por ser sincero e expressar o que quer e sente, pode 'quebrar a cara'. Mas se você é essa pessoa sincera e segura do que quer, pode ter certeza, sempre terá um ombro pra chorar e um amigo pra catar os seus cacos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

As nuvens do Rio de Janeiro


Sabe aquele sol que aparece em um único pedaço de céu azul e cercado por nuvens cinzentas?! Essa foi a recepção que tive quando cheguei a Cidade Maravilhosa. Parecia que o sol queria brilhar, mas as nuvens insistiam em encobrir todo o céu. Raramente o vi. O clima era estranho. Nem quente nem frio... simplesmente morno! E as nuvens estavam sempre lá, embaçando tudo e transformando aquele que era um grande sonho em uma realidade deprimente. Não que o “RIO” seja triste, mas acho que o céu estava de mal do sol.

De um lado “Ele” estava lá, de frente pra mim, de braços abertos... sempre abertos! Nunca se fechavam no conforto de um abraço. Por vezes desejei receber aquele abraço, sentir o aconchego que fui buscar, mas ele estava ali, imóvel e na maioria das vezes escondido atrás das nuvens. Do outro lado, o porto! Embarcações que chegavam e saíam mudas e que não me trouxeram nada e não levaram nada de mim. Por algumas vezes a luz do sol iluminavas as águas, mas não chegava a lugar algum. Talvez o sol não se permitisse iluminar o que pra ele não era belo.



Cheguei a pensar que não era pra eu estar ali. As vezes ainda penso. A parte positiva e otimista de mim acredita que na verdade o “RIO” é quem precisava de mim ou talvez um pouco mais que isso. Acho que o sol do “RIO” precisava da minha luz para se fortalecer. A outra parte de mim, não tão otimista, acredita que eu simplesmente tinha que conhecer a outra imagem do “RIO”. Uma imagem cinzenta, triste, fria... pobre. A parte que fez com que eu percebesse que nem sempre a vida está aberta pra mim.



O que eu trouxe do “RIO”? Coragem, sabedoria, fé, lucidez e a eterna certeza de saber que nem sempre a vida é o reflexo do que acreditamos. E a vontade de voltar e encontrar a luz que semeei por lá e ver que é possível ver o sol brilhar por ali.



O que deixei por lá?! Paz... por acreditar que mesmo que o “RIO” tenha chovido em mim, irradiei o máximo de luz que pude para deixar uma boa imagem da ‘Mineirinha’ feliz que sou!



Fui ao “RIO” pra esquecer de mim, mas na verdade o que consegui, foi me esquecer desse “RIO”.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meus olhares


Por onde andei, encontrei olhares que variaram de bondade, amor e sinceridade à maldade, cinismo, hostilidade e crueldade. Encontrei vozes que soavam com brandura e outras que gritavam com rispidez. Percebi muitas faces tristes, muitas felizes e outras serenas. Convivi com lágrimas e sorrisos.

Por onde andei, encontrei amigos e pessoas que não foram capazes de se dedicar à amizade. Alguns que simplesmente amam por natureza e outros que trazem em sua alma ressentimento e mágoa e não são capazes de amar nem a si próprios. Ainda tive a chance de conhecer muito de alguns em pouquíssimo tempo e pouco de outros em anos de convivência.

Soube ser paciente, mas muitas vezes explosiva e impulsiva. Pedi todos os ‘perdões’ que julguei necessário, e aos que não julguei importante, peço perdão por não reconhecê-los. Tive encontros e desencontros. Esperei muito de muitos e tive muito de poucos. Doei parte da minha riqueza aos ‘desencontrados’ e recebi em troca sorrisos inesperados. Quis ser eu e sou apenas o que me tornei.

Cresci... e ao ver meus olhares nas imagens que me retratam, percebi que o resultado dos anos vividos me dão força para viver quantos mais forem necessários. Sei que alguns de meus sorrisos não foram tão sinceros e que muitas de minhas lágrimas foram exageradas e sei o que me trouxe até aqui.

Acreditar nas pessoas.
Amar, mesmo sem ser amada.
Ousar, sem medo de viver.
Sem medo de sofrer.
E sem medo de ser feliz!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Ainda tenho tempo


Percebi que as características que mais gosto em mim estão guardadas. Sou menos dedicada às coisas que me fazem bem, como dançar e jogar buraco. Por muito tempo afirmei que estas duas coisas são capazes de me desligar do mundo. Será este o motivo do meu cansaço excessivo? Possivelmente tenho me dedicado a outras coisas em momentos que podia dedicar a mim. E não é só isso. Passear, andar por aí... Sentar num banco da Praça da Liberdade e escutar o barulho da água na fonte, ou passar uma hora inteira na orla da Lagoa da Pampulha observando a maravilha da natureza, mesmo que meio destruída pelo homem ou, simplesmente, tirar um dia da semana pra visitar um amigo que não vejo há um tempo e ir ao cinema...

Sinto saudade de quando eu ia ao clube e passava o dia tomando sol e conversando com os amigos e que eu achava que alguns quilos a mais ou aquelas gordurinhas laterais não eram tão importantes ao ponto de me envergonhar. Sinto saudade dos valores que desapareceram em tão pouco tempo, dando lugar a outros, não menos importantes, mas que tiraram de mim alguns belos sorrisos.

Então, fica como meta para a vida. Quero dançar até as pernas doerem e virar algumas noites jogando cartas com pessoas presentes e não de frente para um computador. Visitar mais amigos e ter mais contato com a natureza e principalmente com a água. Quero recuperar os sorrisos que perdi e dá-los de presente a quem precise mais que eu.
Acalmar meu coração e mente.
E voltar a ser o humano que construí antes que ele desapareça.
E me contentar com o que o mundo me deu de melhor e que está guardado em algum lugar.
E eu sei onde está, porque isso é meu e só eu pude guardar...
E só eu posso resgatar...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Culpa


Sinto-me culpada por ter deixado você invadir a minha vida e minha alma.
Por ter permitido que você tomasse conta dos meus pensamentos e das minhas ilusões.
Por não aceitar que, mesmo tão frágil, represente algo tão forte em mim.

Culpada por te desejar todos os dias e por não conseguir imaginar meus dias sem você ou sem sua voz.
Por amar suas mãos, seu olhar, seu sorriso, seu beijo, seu cheiro...
Por acreditar que na maioria das vezes posso ser mais forte que você.
Por achar que pra você é mais difícil que pra mim.

Me culpo por desejar que você me deseje.
Por querer tomar conta dos seus pensamentos.
E não admitir que você possa ter uma vida mais feliz longe de mim.
E essa culpa, que me domina cada dia mais, me cega.
E não me deixa ver que às vezes a culpa seja sua.
E que os seus poucos anos, não são poucos a ponto de saber o que quer, ou não quer.

E que talvez, essa culpa não se chame culpa e sim... paixão!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Duplo sentido


Não adianta ficar reclamando dos tombos. 
Eles aconteceram e eu estou de pé. 
Um pouco machucada e com algumas cicatrizes, 
mas seguindo em frente. 
Diminuí a intensidade dos meus passos, 
mas ainda não aprendi a olhar por onde piso. 
Falta-me humildade. 
A necessidade de andar de cabeça erguida 
não me deixa observar o lugar certo de colocar meus pés. 
Por isso escorrego em lamas, 
chuto lixeiras e tropeço em barreiras. 
Quero me aproximar das nuvens, 
quero viver o mundo dos meus sonhos 
e isso me afasta do chão, 
e os tombos são mais altos e mais intensos... 
quero flutuar!

Parei de chorar! 
Ainda não entendi se me acostumei com as quedas, 
mas elas doem menos 
ou o fato de aceitá-las tomou conta da vida, 
mas me parece normal cair como é normal dormir e acordar. 
Talvez não saiba o que é conforto, 
por isso ele parece não existir. 
Excede-me o orgulho. 
Não me permito trocar os sorrisos pelas lágrimas... 
quero gritar!

Torno-me cada dia mais ingênua e confiante. 
Acredito nas pessoas, mas o peso do meu coração, 
hora cheio de decepções, 
hora cheio de esperanças, 
sempre me leva ao chão. 
Consigo ser ingênua a ponto de me enganar com minhas ilusões e esperanças. 
No fim, já não sei se é ilusão ou autodefesa. 
Não sei no que acredito ou não, 
no que quero ou não acreditar. 
Causa-me dor. 
Parece que “cresço pra trás”... 
quero acreditar!

E por fim, amo o AMOR cada dia mais. 
Porque esse eu posso dar sem receber. 
Não preciso comprá-lo ou ganhá-lo. 
Posso apenas fortalecê-lo através da fé. 
É gratuito e não me engana. 
Não me faz sentir pior, ou melhor, que ninguém. 
Não se alimenta de vaidade. 
É puro, verdadeiro, sincero. 
Não é conveniente. 
Não mente. 
Não se aproveita das minhas fraquezas. 
O amor é o melhor que tenho em mim. 
É o que me permite perdoar e aceitar tudo. 
É cicatrizante. E é ele que não me deixa desistir nunca. 
De nada... 
quero viver!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Ser Cláudia Otoni


Ser Cláudia Otoni é como renascer a cada dia

É reunir todas as características de mulher com a saudade de ser criança

É acredita num mundo melhor

É ter fé para alcançar o sucesso pessoal

É aceitar as diferenças, e respeitá-las

É não desistir dos sonhos e objetivos

É experimentar o que é novo e manter o que é velho

É desejar ter um amor e ter paciência de esperá-lo

É progredir junto com o mundo sem perder a personalidade e caráter

É saber formar a própria opinião sobre as pessoas independente do que ouve falar sobre elas

Ser Cláudia Otoni é ser amiga

É fazer caridade

É chorar

É ser vulnerável e crítica


É ser feliz


É beber absolut

É contribuir com a natureza

É ser única

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ajuda-me, PAI!


Porque é sempre assim...
Quando eu penso que encontrei alguém pra cuidar de mim, 
a vida trata logo de me passar à perna 
e mostrar que é sempre o outro que precisa de cuidados.
O que será que “ela” quer me mostrar com isso?
Um dia, ouvi a seguinte frase:
“Não se preocupe em ser feliz, 
alimente-se apenas de fazer o outro feliz”.
Então esta é a minha sina...
E este é o significado da minha existência...
Será que esta sorte não me permite precisar de cuidados?
Tudo bem, eu gosto de cuidar 
e é este magnetismo que existe em mim 
que atrai as pessoas que precisam de cuidado.
Obrigada Senhor pelo DOM, 
mas o Senhor poderia então cuidar de mim 
e tirar este aperto do meu coração!?
Peço com todo o amor e fé que existem em mim.
Peço porque esta agonia me impede de doar mais do que estou doando.
Quero poder sorrir sinceramente 
e me dedicar à ‘cura’ do próximo.
Farei de qualquer maneira, 
mas esta dor que me invade tem me atormentado.
Quero dormir, quero descansar, 
quero me desligar por 10 minutos.
Estou sem energias.
Preciso recuperá-las.
Ajuda-me, PAI!