quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Ansiedade


Hoje espero por você!
Não sei por onde anda, nem o que faz
Não sei do que gosta, nem o que quer
Conheço pouco mais que seu sorriso e sua voz
Lembro-me do seu olhar e da sua ousadia
Não duvido do seu sim nem no seu não
Ouço-te pouco, mas às vezes te leio
Perco-me entre o que diz e pensa
Desejo outros dias ao seu lado
Animo-me com sua simples presença
E me esvazio em sua simples ausência
Crio fantasias
Vejo além do que é possível
Faço 1 minuto virar 1 hora ou 1 dia
Fico sorrindo sozinha quando percebo o tamanho da minha ansiedade
E quando me lembro o quanto acredito no destino
Como isso é contraditório, mas simples de entender
Acredito no destino, mas hoje, queria que o meu destino fosse você!

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

E no final...



"E no final, o que todo mundo quer é ter um amor"
Um amor que seja pleno, que tenha cumplicidade, que seja sincero
O que todo mundo quer é que haja respeito e fidelidade
Que a confiança faça parte dos dias
Que os encontros sejam banhados a sorrisos

No final o que todo mundo quer é ter alguém pra dividir a vida, porque o aprendizado passa a ser grande demais pra ser de uma pessoa só...
E acreditar que o final é feliz como nos filmes de romance, onde até os homens ficam felizes e bobos quando encontram a pessoa certa

O que falta na vida é compreensão. 
É aceitar que as pessoas são únicas, mas que querem a mesma coisa.
O que falta é a oportunidade de deixar que o outro se mostre e que depois disso torna-se fácil comparar se as diferenças são suportáveis.
Porque amar as qualidades do outro é muito fácil, difícil é conviver com os defeitos.
O que falta é aceitar que os brilhos existem
E que uma luz não apaga a outra, mas dois brilhos juntos, mesmo que um seja menos intenso, são capazes de irradiar, iluminar e contagiar outras pessoas.

O que falta é seguir o coração, quando ele fala alto, quando suspira, quando aperta o peito.
É fazer com que o orgulho seja infinitamente menor que o amor, que o perdão seja de coração, e acreditar que "a liberdade de cada um é na verdade o que prende um ao outro".

No final o que todo mundo quer é encontrar sua outra metade, a tampa da panela, a alma gêmea, o chinelo velho pro pé descalço...

E quando os brilhos se distanciam, quando os sonhos se destorcem e o coração pára de bater forte, no final é mais digno dizer adeus do que simplesmente ignorar aquele minuto que pode ter sido insignificante pra um, mas pode ter sido o melhor momento da vida do outro, e isso se chama respeito.
E se chegou o adeus, não é porque chegou o fim, é porque a página virou e do outro lado está você, em busca mais uma vez daquilo que todo mundo quer no final... O AMOR!

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Seja diferente! Faça a diferença!


Não sei se meu olhar está mais claro ou se é a vida que está mais colorida, mas nos últimos dias tenho observado cenas que fazem a diferença:


Um rapaz, carregando um lindo arranjo de flores aguardando sua amada no desembarque do metrô. Ao vê-lo a moça se emociona, abraça-o e uma lágrima escorre dos olhos do rapaz.


Um moço simples, carregando uma mochila, entra no ônibus com uma nota de dez reais partida ao meio, o cobrador não permite sua passagem na roleta e pede ao motorista que pare o veículo para seu desembarque. 
Após descer do ônibus e iniciar sua caminhada, o motorista pergunta ao rapaz:
Qual é o seu destino?
E ele responde: 
“CEFET” (Instituição de ensino pública e de difícil ingresso). 
O motorista então permite que o rapaz faça a viagem na parte dianteira do veículo.


Nas minhas idas e vindas diárias, sempre reparo cada detalhe por onde passo. Uma flor, o sorriso das pessoas pelas ruas, cada um com seu jeito, uns bravos, outros apressados... Mas tem um local que sempre me intriga. Uma esquina que dá acesso a uma favela. Sempre tem pessoas com rostos sofridos, às vezes vendendo ou usando drogas. 


Mas da última vez foi diferente. Um grupo de adolescentes sorria ao ensaiar uma coreografia de dança de rua. Eram rostos simples, mas felizes!


Ainda na mesma “viagem”, vi um casal se abraçando e rodopiando pela rua, um “feliz” ouvindo música e dançando pelo passeio...


São gestos que individualizados, podem não fazer diferença na vida de seus personagens, mas que mudou a minha vida como expectadora!
Sorri e senti que a vida vale à pena, que ainda existem pessoas naturalmente boas e que se cada um de nós fizer um gesto digno, isso pode encantar o mundo.
É fácil! O que não imaginamos é que uma pequena atitude pode mudar a vida de quem a vê!


Façamos a nossa parte!
Observe... e tenha a oportunidade de sorrir com os gestos dos outros.
Aja... e dê ao próximo a chance de sorrir com um gesto seu.
Seja diferente!
Faça a diferença na vida de alguém!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Acreditar na vida



A minha alma dói!
Silêncio, vazio, inesperado
Frieza, mentira, desilusão

A minha fé me fortalece!
Calma, crença, autoestima
Espírito, perseverança, resignação

A vida me desafia!
Sonhos, sucesso, alegria
Coragem, força, luta

O meu medo me atormenta!
Dúvida, angústia, tristeza
Agonia, lágrimas, mágoa

O fato de ser normal
Me faz sentir todo o tipo de sentimento
A vontade de ser melhor
Me faz superar todas as dores
E a certeza de ser feliz
Faz fortalecer tudo o que há de melhor em mim
Eu não vou desistir de acreditar na vida
Não agora...!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A mulher que existe em mim

Dizem que as pessoas nos vêem e nos sentem de acordo com nossas energias. Bons pensamentos, alto astral, otimismo são energias que são fortemente identificadas. Acredito na força do pensamento, na capacidade de humanizar as pessoas envolvendo-as com todo o carinho e amor que existem em mim. Acredito que os passos que dou são diretos e decididos, as vezes acertados, as vezes transformados em tropeções e quedas. 
Sonho em acreditar em mim. 
Desejo ser forte tanto quando penso ser.
Com certa frequência me pego pensando o que falta em mim ou em que eu poderia ser melhor. Tentando me conhecer, vejo tudo tão transparente que chego a ter medo de mim. Queria acreditar nas minhas próprias palavras e nas minhas próprias mentiras. Queria não dar as pessoas aquilo que na verdade quero receber e não o que elas precisam de verdade. 
Esta noite tive um sonho que talvez tenha me despertado pra um lado de mim que raramente exponho. E pensando nas energias chego a conclusões tão óbvias...
Quem daria amor a quem não precisa dele?
Quem daria atenção a quem não precisa dela?
Quem faria feliz a quem já é feliz?

Uma mulher deseja, chora, sofre, precisa de amor
Mas a mulher que existe em mim, está escondida em meio as boas energias
Incoerente, não?

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Simples


Queria ver com simplicidade a essência do seu ser.
Que o silêncio das minhas dores fosse traduzido ainda que em gritos, 
ou gestos e não em sorrisos
O amor é simples... a dor também

Queria que o nó que trago na garganta se transformasse em lágrimas 
e não em euforia.
Que da sensação de fracasso ficasse o conhecimento, sem auto piedade.
A realidade é simples...  os sonhos também

Queria que o meu bom humor fosse na verdade força e não como fuga
Que o brilho dos meus olhos fosse transparente, sem subjetividade
Os sorrisos são simples... as lágrimas também

Queria que minhas palavras fossem ditas com ousadia e verdade 
e não com medo e ressentimento
Que a sinceridade fosse o ponto alto, sem dissimulações
A verdade é simples... a mentira também

Queria que as suas atitudes fossem reais
Que não me visse como forte e sim como mulher
Querer você é simples... tê-lo não

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Feliz... sempre


Vejo flores
Ouço vozes
Sinto o vento
Aqueço-me num abraço

Choro de emoção
Canto desafinado
Pulo de alegria
Perco-me nos sorrisos

Sonho acordada
Desejo incondicionalmente
Falo sem parar
Calo-me num beijo

Amo
Vivo
Sinto
Dou-me

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Inesperado

Ainda sinto o som da sua respiração...
O nosso encontro aconteceu como se tivesse sido previsto, mas sei que não foi assim. Não hoje...
Mesmo que eu tente explicar o motivo das palavras que aqui escrevo sei que não conseguirei ser suficientemente objetiva já que nem eu consigo entender o que se passa no conflito de minha alma, razão e coração. 
O que sei é que volto a ouvir o som do mundo. 
É como se eu conseguisse ouvir todas as coisas, inclusive as que não emitem som.
Ao sentir o descompasso do meu coração, sei que o que acontece em minha vida é uma passagem clara de calmaria para agitação, como os vulcões que se calam por anos e de repente entram em erupção, transbordando toda a sua força e beleza por onde passa.
Não chamo de realização de sonhos, é apenas a minha vontade colocada em prática.

Agora sinto o seu cheiro deixado em meus dedos ao acariciar seu cabelo macio, vejo o brilho dos seus olhos e me lembro, como se eu pudesse me ver, do meu olhar surpreso ao descobrir que você é diferente do que eu imaginava, mesmo dentro da calça jeans que usava.
Seu jeito aparentemente equilibrado e você, visualmente surpreendente!

domingo, 5 de junho de 2011

Bonito



Algumas das traduções para a palavra bonito, segundo o dicionário são: agradável à vista e ao ouvido, bem feito, considerável, vantajoso, nobre, generoso. O que me faz escrever este texto é exatamente isso. Qual será e melhor definição para bonito!? Sempre que pensamos em "bonito", visualizamos imagens! Mas não basta ser visualmente bonito. Não para mim!

Nossa, como ele é bonito! Cabelos curtos e pretos, pele clara, sorriso aberto, mãos grandes, barba por fazer, olhos puxadinhos, nariz expressivo, corpo 'comum', sem músculos definidos, nem magro, nem gordo e perfeito dentro de uma bela calça jeans. Essa é imagem agradável aos meus olhos quando penso em um homem bonito. Mas ser bonito é bem mais que isso! Está lá, no dicionário!

Ser bonito é ser humano. É respeitar os mais velhos e os mais novos, é ser imparcial, tolerante. 
Ser bonito é dar bom dia ao porteiro, um sorriso para o caixa do supermercado, é impressionar pela simplicidade.
Ser bonito é tratar as pessoas com delicadeza, é respeitar as diferenças, é ser sincero em vez de arrogante.

Bonito é apreciar a natureza, é jogar lixo no lixo, é ajudar ao próximo sem esperar nada em troca, é amar a vida e valorizar quem nos trouxe à ela. 
Bonito é não julgar, não ter preconceito, falar a verdade, não enganar. 
Bonito é dar ao próximo a  oportunidade de se justificar, de mostrar o que ele tem de melhor, de ser ele, sem precisar impressionar com o irreal.

Bonito mesmo é ser feliz, é acreditar nas pessoas, é não guardar mágoas e não ofender. 
Bonito é reconhecer os erros e pedir perdão. É se colocar no lugar do outro e se tornar menos intolerante às diferenças. 
Bonito é sonhar e não ter receio dos próprios sonhos e correr atrás deles. É estender uma mão à quem precisa. É dar ouvidos à quem nos dirige a palavra.

Bonito é amar e não ter vergonha de amar, é respeitar quem nos ama, mesmo que a intensidade do nosso amor, não seja a mesma.
Bonito é não criar conceitos baseados na opinião dos outros. É acreditar em um mundo melhor, em pessoas melhores, é ser capaz de ver além da imagem.
Bonito é dar aos outros a oportunidade de nos mostrar o quanto eles são bonitos!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Batom


Eu quero mais...
Eu posso mais...
Eu diria até que toda mulher pode!
Diria ainda que a força da mulher é tão incrível que parece fantasiosa.
E nem nós mesmas acreditamos nela.
É impressionante como conseguimos pensar tão bem e agir tão mal.
Como somos fortes, determinadas e independentes e parecemos crianças mimadas quando queremos alguma coisa.
Achamos que estamos sempre prontas para enfrentar qualquer situação e quando assustamos estamos aos suspiros, acreditando que o Príncipe Encantado vai aparecer em seu lindo cavalo branco.
Somos capazes de usar várias armas para conquistá-lo.
Mas cada mulher tem seu mistério!
Fortalecemo-nos em detalhes
E enfraquecemo-nos por ansiedade
A mulher se torna fatal com um olhar
E se desmonta com uma palavra
A mulher ousa com um BATOM vermelho
E se acalma quando ‘ele’ atrai
E fica cega quando ‘ele’ seduz
E se derrete quando ‘ele’ se desfaz
E se alegra quando ‘ele’ encanta
E fica boba quando ‘ele’ aproxima
...e anseia pela ‘sua’ volta
...e sonha, mais uma vez com seu príncipe!
E começa tudo de novo!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Mulheres pensam! E...



Quando são crianças pensam que são adultas e quando são adultas, muitas vezes voltam a ser crianças... Querem colo, atenção e carinho. Querem ser observadas e querem escutar que são importantes. Fazem de tudo pra chamar a atenção. “A alma feminina é muito complicada”, é o que ouvimos, mas isso não é verdade, ela só é pouco esclarecida. E agora, que estão prestes a dominar o mundo, muitas vezes ficam perdidas e sabe de quem é a culpa? Sim... isso mesmo! Das mulheres. Nós não conseguimos esclarecer as coisas. Sabe que nessa hora até que seria bom ter um pouco da ‘simplicidade’ do pensamento masculino? Bem, vou tentar explicar:

Lutamos pela independência feminina, o que é diferente de lutar para igualar aos homens, mesmo porque, isso é humanamente impossível. Os homens continuam sendo fisicamente mais fortes e isso é fato. E a revolta por termos evoluído como mentes inteligentes incomoda tanto, que as gentilezas masculinas se extinguiram. E a correria do dia a dia é tão grande que é mais prático e rápido carregarmos uma cadeira pesada, mesmo sabendo que isso pode nos render semanas de dores musculares, do que explicar que trabalho e ganho meu dinheiro, talvez mais do que você, mas ainda sou mulher e não tenho forças para carregar tamanho peso e ainda escutar: “mas vocês não lutaram pela igualdade?”... Aff...

Tudo bem que é realmente difícil entender como uma mulher pode ser forte para encarar um problema no trabalho, discutir um projeto, tomar decisões assertivas e ao mesmo tempo chorar porque um colega falou mais alto ou porque conseguiu, ou não, realizar uma venda que tanto desejava. É quase impossível acreditar que a mesma mulher que dirige seu carro ao mesmo tempo em que houve sua música preferida, fala ao telefone e retoca sua maquiagem é capaz de esquecer onde está quando recebe um elogio ou uma flor.

E se é difícil para vocês, homens, entenderem essas mudanças, imagine como isso é pra gente? Não é fácil querer ser mulher e não ser vista como uma. E ainda tem aquelas que se rebelaram e perderam a noção do que é ser independente e vulgarizaram a feminilidade ao ponto de fazer com que pareça que os nossos valores de mulher mudaram. E neste ponto, eu entendo os homens. Como confiar nas mulheres? E imaginem, desde sempre os homens sentam nos bares para tomar uma cervejinha e falar de mulher e se hoje, nós mulheres sentamos no bar com as amiga para tomar uma cerveja eles concluem, baseado em suas experiências que estamos falando de homens. Algumas sim, mas as mulheres que ainda valem a pena, podem acreditar, não são tão fúteis. E por isso deixo a minha dica: tentem!

A grande maioria das mulheres que conheço é independente. E a melhor maneira de descobrir se ‘ela’ vale ou não a pena, é tentando. O medo é uma constante tão grande, que os homens não se permitem aproximar, ou melhor, conviver, conhecer... E sabe qual é a maior diferença entre a mulher independente e moderna de uma mulher vulgar? A inteligência! Não a intelectual e sim a emocional. E isso, com um pouco de diálogo é muito fácil de perceber. A mulher de verdade não perde tempo com futilidades. Elas querem ser sensuais e não vulgares, querem sair, divertir, conhecer pessoas e não usar pessoas. Elas sabem o que querem! Se não estão interessadas, não atendem ao telefone, ou são capazes de dizer não quando o pedem. Valorizam o respeito. E estão sempre preparadas para um não, mas nunca para um ‘talvez’.

E eu, mulher independente, mas capaz de ser sensível e às vezes insegura, confesso: Não queria estar na pele dos homens. É difícil desvendar os segredos femininos, principalmente segredos que inclusive nós mesmas não conhecemos.

Ser mulher é fascinante!

domingo, 8 de maio de 2011

Calça Jeans



Dizem que uma imagem vale mais que mil palavras... e eu concordo! 
Existem homens que ficam impecáveis dentro de uma bela calça jeans! 
Pensando nisso lembro de uma imagem única e inesquecível. 
Ficou na memória e por mais que eu tente não consigo transformar tal imagem em palavras. 

Era lindo! 

A calça jeans traduz a personalidade de um homem.
Ela fala de ousadia, de timidez, de inteligência, de arrogância, de orgulho, de sensualidade...

Aprecio o jeans escuro, simples, básico. Demonstram segurança e sinceridade.
Em homenagem a algumas amigas, nomeamos a calça Paôlo. São aquelas que ficam bem caídas, que têm muitos bolsos e botões, algumas têm a estampa de um dragão em uma das pernas. Estas, não deviam existir... e prefiro não as traduzir...
Gosto da ousadia de uma saruel... Poucos a têm, mais que isso, poucos podem tê-la.
Não gosto das calças largas ou de cores opacas. Traduzem timidez e insegurança.
As apertadas, como as de cantores de música sertaneja, remetem ao erotismo. Não me 'comovem'.
Mas é 'aquela' certa, nem larga, nem justa, jeans macio, cintura baixa, barra reta...
Ah! Essa imagem não sai da minha cabeça!
Uma mistura perfeita de inteligência e sensualidade com uma pitadinha de arrogância, que me surpreendem. Sempre...

Admiro quem sabe usar a famosa calça jeans!
Parece simples, mas não é!
É mágico!
É bonito!
E é inesquecível!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Jogo de sedução


Eu não gosto do tal “jogo de sedução”. 
Não acho justo fingir surpresa ao receber um telefonema e acho ridículo receber uma mensagem e ‘esperar’ para responder só pra outra pessoa achar que não é tão importante assim e ter o gostinho de pensar: “deve estar numa ‘baita’ ansiedade, achando que eu não vou responder”. 
É péssimo saber que as pessoas pensam que fazendo 'mal' as outras estão as aproximando.
Isso não é legal! Ou é!?
Confesso. Já fiz isso. Nunca deu certo! 
As pessoas têm resistência em se entregar e em ser sinceras em relação ao que sentem. 
E quando penso nesse jogo, não consigo encontrar nenhum fundamento.

Veja bem; faz sentido passar uma semana inteira aguardando um telefonema, se você pode simplesmente pegar o telefone e ligar? Se a pessoa não estiver interessada, ela não vai atender, ou vai arrumar uma desculpa para desligar logo e depois disso, meu bem, desista. Não tem tempo ou atitude que faça o sujeito ou a 'sujeita' mudar de idéia.

Tenho uma teoria, desenvolvida em conjunto com uma grande amiga, que diz o seguinte: "Quem quer, quer. Quem não quer, não quer".
Reflitam... Se o outro estiver interessado, ele vai gostar quando você ligar, ou vai receber sua mensagem e respondê-la rapidamente, porque também está ansioso por um novo encontro.

É lógico!

Ninguém vai te procurar se não tiver interessado. Você perderia o seu tempo com uma pessoa que não te interessa? Portanto, fica a dica, se quiser ligar, ligue e terá uma resposta, positiva ou negativa, mas não perderá um dia, uma semana, um mês ou quem sabe uma vida inteira de ansiedade. Se receber uma mensagem, responda e responda rápido, não perca tempo, afinal, é difícil ser feliz. E é difícil encontrar alguém sincero, que seja capaz de falar o que realmente sente.

Os riscos:
Quem faz o maldito jogo de sedução, pode perder uma grande oportunidade por ter ‘deixado para depois’.
Quem entra nele, normalmente mostra seu ‘outro lado’, que normalmente não é seu lado mais bonito.
Quem opta por ser sincero e expressar o que quer e sente, pode 'quebrar a cara'. Mas se você é essa pessoa sincera e segura do que quer, pode ter certeza, sempre terá um ombro pra chorar e um amigo pra catar os seus cacos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

As nuvens do Rio de Janeiro


Sabe aquele sol que aparece em um único pedaço de céu azul e cercado por nuvens cinzentas?! Essa foi a recepção que tive quando cheguei a Cidade Maravilhosa. Parecia que o sol queria brilhar, mas as nuvens insistiam em encobrir todo o céu. Raramente o vi. O clima era estranho. Nem quente nem frio... simplesmente morno! E as nuvens estavam sempre lá, embaçando tudo e transformando aquele que era um grande sonho em uma realidade deprimente. Não que o “RIO” seja triste, mas acho que o céu estava de mal do sol.

De um lado “Ele” estava lá, de frente pra mim, de braços abertos... sempre abertos! Nunca se fechavam no conforto de um abraço. Por vezes desejei receber aquele abraço, sentir o aconchego que fui buscar, mas ele estava ali, imóvel e na maioria das vezes escondido atrás das nuvens. Do outro lado, o porto! Embarcações que chegavam e saíam mudas e que não me trouxeram nada e não levaram nada de mim. Por algumas vezes a luz do sol iluminavas as águas, mas não chegava a lugar algum. Talvez o sol não se permitisse iluminar o que pra ele não era belo.



Cheguei a pensar que não era pra eu estar ali. As vezes ainda penso. A parte positiva e otimista de mim acredita que na verdade o “RIO” é quem precisava de mim ou talvez um pouco mais que isso. Acho que o sol do “RIO” precisava da minha luz para se fortalecer. A outra parte de mim, não tão otimista, acredita que eu simplesmente tinha que conhecer a outra imagem do “RIO”. Uma imagem cinzenta, triste, fria... pobre. A parte que fez com que eu percebesse que nem sempre a vida está aberta pra mim.



O que eu trouxe do “RIO”? Coragem, sabedoria, fé, lucidez e a eterna certeza de saber que nem sempre a vida é o reflexo do que acreditamos. E a vontade de voltar e encontrar a luz que semeei por lá e ver que é possível ver o sol brilhar por ali.



O que deixei por lá?! Paz... por acreditar que mesmo que o “RIO” tenha chovido em mim, irradiei o máximo de luz que pude para deixar uma boa imagem da ‘Mineirinha’ feliz que sou!



Fui ao “RIO” pra esquecer de mim, mas na verdade o que consegui, foi me esquecer desse “RIO”.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Meus olhares


Por onde andei, encontrei olhares que variaram de bondade, amor e sinceridade à maldade, cinismo, hostilidade e crueldade. Encontrei vozes que soavam com brandura e outras que gritavam com rispidez. Percebi muitas faces tristes, muitas felizes e outras serenas. Convivi com lágrimas e sorrisos.

Por onde andei, encontrei amigos e pessoas que não foram capazes de se dedicar à amizade. Alguns que simplesmente amam por natureza e outros que trazem em sua alma ressentimento e mágoa e não são capazes de amar nem a si próprios. Ainda tive a chance de conhecer muito de alguns em pouquíssimo tempo e pouco de outros em anos de convivência.

Soube ser paciente, mas muitas vezes explosiva e impulsiva. Pedi todos os ‘perdões’ que julguei necessário, e aos que não julguei importante, peço perdão por não reconhecê-los. Tive encontros e desencontros. Esperei muito de muitos e tive muito de poucos. Doei parte da minha riqueza aos ‘desencontrados’ e recebi em troca sorrisos inesperados. Quis ser eu e sou apenas o que me tornei.

Cresci... e ao ver meus olhares nas imagens que me retratam, percebi que o resultado dos anos vividos me dão força para viver quantos mais forem necessários. Sei que alguns de meus sorrisos não foram tão sinceros e que muitas de minhas lágrimas foram exageradas e sei o que me trouxe até aqui.

Acreditar nas pessoas.
Amar, mesmo sem ser amada.
Ousar, sem medo de viver.
Sem medo de sofrer.
E sem medo de ser feliz!